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Estudo feito por cientistas do MIT sugere que fazer jejum pode ajudar a combater problemas intestinais

Mais um benefício do jejum de 24h. Os médicos aconselham-nos a não passar mais de três horas seguidos sem consumir nenhum alimento mas agora um estudo, publicado no jornal científico Cell Stem Cell, revela que passar um dia inteiro sem comer pode alterar o nosso sistema metabólico e regenerar o sistema digestivo.

Uma equipa de investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, descobriu que ficar em jejum durante todas estas horas ajuda à regeneração das células-tronco do intestino (ou células estaminais) em ratinhos. A diminuição do número destas células, essenciais para a regeneração dos tecidos intestinais, leva, à medida que envelhecemos, a um decréscimo da nossa capacidade de recuperar de complicações e infeções intestinais.

As células-tronco são células imaturas que possuem propriedades notáveis. Por exemplo, elas podem replicar-se quase indefinidamente e desenvolver-se dentro de qualquer tipo de célula no corpo, formando uma fonte essencial de novas células para crescimento e reparação de muitos tecidos. No intestino, estas células mantêm e reparam o revestimento do tecido, que “se renova” a cada 5 dias.

“Este estudo mostra-nos que o jejum induz uma mudança no sistema metabólico nas células estaminais do intestino, desde a maneira como os hidratos de carbono são processados à eliminação da gordura”, afirmou o líder do projecto, David Sabatini, professor no MIT.

Há também evidências de que o jejum intermitente pode beneficiar a saúde e ajudar a combater declínio da função regenerativa relacionado com o avançar da idade. Através de amostras recolhidas, os investigadores concluíram que os ratos que fizeram jejum regeneraram o seu sistema digestivo em metade do tempo daqueles que ficaram sem a privação de calorias.

Outra descoberta importante sugere que pode ser possível ativar a regeneração do tecido intestinal sem jejuar, o que muitos especialistas acham muito difícil. Se for possível fazê-lo, isso significa um avanço importante em várias áreas – a começar pelo tratamento do câncer (na quimioterapia, por exemplo, que é extremamente agressiva para o intestino) e também a nível farmacológico.

Fonte: Banco da Saúde

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