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Consumo de alimentos ultraprocessados está ligado ao aumento do risco de câncer, diz estudo

Lasanha congelada, macarrão instantâneo, bolacha recheada, salgadinhos, sucos em pó, refrigerantes, temperos prontos, iogurtes saborizados e adoçados, cereais matinais… os alimentos ultraprocessados dominam boa parte das prateleiras dos supermercados. Apesar do consumo desses alimentos crescer rapidamente ano após ano no Brasil e no mundo, pouco se sabe sobre os efeitos que seus componentes e aditivos, sintetizados artificialmente na indústria, podem causar na saúde.

 

Pensando em entender a relação entre esses produtos e o corpo humano, pesquisadores do Centro de Pesquisa Estatística e Epidemiológica da Sorbonne de Paris estudaram, durante cinco anos, quase 150 mil franceses para conferir a relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o desenvolvimento de câncer. O estudo foi publicado no British Medical Journal.

No estudo, foi identificado um aumento de 12% no risco de câncer em pessoas que aumentaram em 10% o consumo de alimentos ultraprocessados. Essa é a primeira pesquisa que observa a relação entre essas comidas e a doença. O estudo foi liderado por Mathilde Touvier, PHD em Epidemiologia Nutricional. Durante os cinco anos de estudo, cerca de 2.200 pessoas foram diagnosticadas com câncer.

O Guia Alimentar da População Brasileira, documento desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Nupens), indica que os alimentos ultraprocessados devem ser excluídos da dieta. Além de aditivos químicos sobre os quais pouco se sabem os perigos, esses produtos são ricos em açúcares, sais e gorduras prejudiciais a saúde.

Além do aumento de 12% no risco de câncer de todos os tipos, os pesquisadores ainda descobriram que comer alimentos ultraprocessados regularmente está ligado a um aumento de 11% nas chances de desenvolver câncer de mama, e há um certo aumento no risco de desenvolvimento de câncer colorretal. (Apenas 153 pessoas tiveram esse tipo, e Touvier diz que acredita não ter um número suficiente para provar uma associação). Não foi provada nenhuma conexão forte entre o consumo de alimentos ultraprocessados e câncer de próstata.

A baixa qualidade nutricional desses alimentos é um dos fatores que contribuem para os efeitos negativos na saúde. Primeiramente, eles são ricos em componentes inflamatórios, como açúcares e algumas gorduras, e inflamações crônicas podem aumentar o risco de câncer.

Mas a pesquisadora diz que os aditivos químicos também contribuem para essa relação, assim como a presença da acrilamida, que é uma substância potencialmente cancerígena que é gerada pelo processo de submeter certos alimentos a altas temperaturas na indústria.

Fonte: Estadão

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