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PANC: UMA REVOLUÇÃO

Fonte: Autor da Própria Saúde

Você sabia que aquele matinho que nasceu no seu quintal e que geralmente é associado a uma erva daninha pode conter alto valor nutritivo?

    Este é o conceito por trás de PANC, sigla que corresponde a Plantas Alimentícias Não Convencionais e que compreende uma infinita variedade de raízes, folhas, brotos, flores, frutos e sementes que não estão presentes em nossas mesas, mas que podem ser consumidos. A grande maioria delas é negligenciada pela população e pelo poder público que não tem conhecimento de suas propriedades alimentícias. Podem ser consideradas PANCS, plantas que tenham, pelo menos, uma parte comestível ou um subproduto, como é o caso dos óleos e polvilhos. Elas geralmente nascem de forma espontânea e podem ser encontradas com muita facilidade em lugares como canteiros, calçadas e terrenos baldios.

     As vantagens de se consumir PANC são muitas. Além de revelar um mundo novo de sabores e texturas, essas plantas possuem alto valor nutricional. Veja o exemplo das folhas de pariparoba, presentes em muitas bordas de mata, tem ação antioxidante e são bastante ricas em vitaminas B e C. Já a Ora-pro-nóbis, frequentemente encontrada no sudeste do Brasil, tem 25% de proteína em sua composição.

    O Brasil é um país rico em biodiversidade, por isso pode oferecer uma gama variada de espécies de PANCS.  No livro “Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) no Brasil”, fruto de uma longa pesquisa do biólogo Valdely Ferreira Kinupp e do engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, existe uma seleção de 351 delas.  O guia ensina a identificar essas plantas, enumera seus aspectos nutricionais e, além disso, traz receitas que demonstram que incluir as PANC em nossa alimentação não é tão difícil quanto parece.

    Hoje, 90% do alimento mundial vêm de apenas 20 espécies, o que evidencia a pobreza de nossas dietas, mediante as muitas possibilidades que as PANC podem oferecer. Segundo dados da Organização Mundial das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o número de plantas consumidas pela população do planeta foi reduzido de 10 mil para apenas 170, o que é reflexo de interesses agroindustriais na centralização de cultivo e produção. Interesses esses motivados por questões econômicas e pela demanda de consumo da própria sociedade. Por isso, as espécies cultivadas em larga escala são aquelas que oferecem garantia do escoamento de sua produção. Como a sociedade não está orientada para o consumo de PANC, a sua produção e comercialização é praticamente nula. Entretanto, algumas feiras populares realizadas por agricultores familiares do interior do Brasil, comercializam variedades como serralha, flor de capuchinha, capiçoba, bertalha, entre muitas outras.

    As PANC também podem representar uma revolução em comunidades carentes, sendo muito útil no combate a fome inclusive, pois oferecem uma gama diversificada de opções e seu cultivo é muito simples. A maioria das plantas nasce de forma espontânea e não exige tantos insumos. Isso se consolidaria de forma mais eficaz, se existissem políticas publicas que incentivassem a divulgação e a produção dessas plantas, ampliando a sua oferta. O importante é que a discussão sobre as PANC está aberta. Existe um grande número de fóruns de discussão e grupos interessados na troca de experiências e informações, em especial na rede. O que indica um crescimento da popularização e o consumo das PANC nas próximas décadas, no Brasil e no mundo.

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