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Valorizar nossas riquezas naturais faz bem à saúde

POR JULIANA CARREIRO – Estadão

22 de maio foi instituído pela Organização das Nações Unidas, como o Dia Internacional da Biodiversidade. A data criada pela ONU em 1992 tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se conservar e proteger a diversidade de vida no nosso planeta. Além de homenagearmos a nossa fauna e a nossa flora, também podemos aproveitar para lembrar da incrível diversidade de alimentos que temos por aqui. São milhares de tipos diferentes de frutas, verduras, legumes, tubérculos, ervas, cereais, leguminosas, cogumelos, sementes. Boa parte deles originários daqui mesmo e outros tantos que vieram de fora, mas que foram replantados e hoje já fazem parte da nossa biodiversidade. Assim como os imigrantes que vieram pra cá e hoje se sentem em casa em solo tupiniquim. O nosso País é conhecido mundialmente pela fartura de suas terras. É uma das nossas principais características. E é um bom motivo para  nos orgulharmos

Quando viajo para outro Estado ou para outro país, tento me alimentar apenas com produtos locais. Pra mim e para muito gente essa é a graça de estar em um lugar que não é o seu. A novidade, a peculiaridade, o que torna aquele local único. A comida segue ao lado da cultura, da arte, da música e da moda, como um fator importante na formação cultural de um povo. Mas falo da comida típica, da comida de verdade, daquela feita com ingredientes locais. Não vejo graça em deixar a minha rotina para comer o que já estou acostumada a comer, para ver elementos padronizados, replicados em países com hábitos, climas e biodiversidades tão diferentes, acho um desperdício de criatividade.

Com sua dimensão continental é normal que o Brasil tenha uma grande diversidade de flora e de fauna entre as suas regiões. Com os alimentos não é diferente. Mas é uma pena que haja pouca troca entre eles, muitos dos frutos típicos do Norte, do Nordeste ou do Centro-Oeste, por exemplo, demoram a chegar aqui no Sudeste e, quando chegam, são muito caros, às vezes mais caros do que itens vindos de outros países. Podemos fazer um teste. Se você mora em São Paulo, quantas vezes já comeu caja-manga, uvaia, pitomba, cajá, araça-Boi ou taperebá – só pra resumir, porque a lista dessas frutas é imensa- aqui no seu Estado?

É muito comum que a gente não conheça boa parte dos alimentos típicos de uma região, quando moramos em outra. Mas também é comum que muitos brasileiros não conheçam os alimentos vendidos na feiras livres, nos hortifrutis e nos supermercados do seu bairro. Aqueles onde eles vão todas as semanas, ou pelo menos uma vez por mês, para comprar produtos industrializados. Entre as crianças então, me arrisco a dizer que isso acontece com a maioria, porque elas aprendem com os exemplos que têm em casa, ou deixam de aprender se não os tiverem. Se você quer saber se uma criança se alimenta bem basta perguntar o nome de algumas frutas, verduras e legumes, se ela souber, pode ficar tranquilo.

Se o assunto deste post é a biodiversidade, preciso falar das ‘PANCS’, as Plantas Alimentícias Não Convencionais. Os exemplos mais conhecidos que temos no Sudeste são a taioba, a ora pro nobis, a azedinha, a bertalha e a vinagreira. Elas são um exemplo da riqueza natural que temos por aqui porque nascem e crescem sem nenhum cuidado humano. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), há aproximadamente 10 mil espécies delas por aqui que nem foram catalogadas. Alguns relatórios recentes estudaram e elencaram cerca de 350. É muito importante que elas sejam identificadas porque as pessoas precisam saber o que elas podem ou não comer e é muito difícil diferenciar uma panc de uma planta não-comestível. Mas ao serem identificadas como panc elas podem e devem fazer parte do nosso cardápio. São sempre orgânicas, têm muitas vitaminas, minerais e compostos bioativos.

Os benefícios dos alimentos naturais para a nossa saúde são temas frequentes deste blog. O seu consumo diário é essencial para o bom funcionamento de todo o nosso organismo. Mesmo assim, eles têm perdido espaço a cada ano por aqui. Com todas essas opções não é possível que você não se identifique com pelo menos um alimento de cada grupo alimentar. É uma boa maneira de começar. Faça alguns testes, experimente, ouse e tente incorporá-los na sua rotina alimentar, você só tem a ganhar com isso. Estarei na torcida.

 

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