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Consumo calórico no almoço versus janta em dieta de emagrecimento

Um provérbio inglês diz que deveríamos tomar café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe, e jantar como um miserável. A associação entre o momento que um alimento é consumido e a saúde tem sido descrita em alguns estudos. Em 2014, foi publicado em Plos One um estudo de base prospectiva (6 anos) sobre o efeito do maior consumo calórico no período noturno (janta) para a obesidade. No estudo, Simona Bo, et al. concluíram que o consumo maior das calorias diárias durante o jantar (período noturno) está associado com o aumento do risco de obesidade, síndrome metabólica e doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD). Outros estudos indicaram que as pessoas obesas tendem a comer menos pela manhã e mais à noite do que os pessoas magras. No entanto, esses resultados precisavam de confirmação por outros investigadores.

Mais recentemente, em 2016, um estudo clínico randomizado, publicado em The American Journal of Clinical Nutrition, parece ter aprofundado esse conhecimento. Neste, foi testado se a perda de peso em mulheres com sobrepeso e obesas (saudáveis), as quais atendiam um programa de dieta de emagrecimento, era mais eficaz se o almoço fosse tratado como a principal refeição do dia, em vez do jantar. As participantes foram separadas em 2 grupos: grupo com maior consumo calórico durante o almoço (LM) (n=35); ou grupo com maior consumo calórico durante o jantar (DM) (n=34).  As variáveis da linha de base não eram significantemente diferentes entre os grupos. Ao longo de 12 semanas, as participantes foram designadas a consumir 15% de sua ingestão calórica no café da manhã e 15% durante os lanches da manhã ou tarde. O único diferencial é que o grupo LM tinha 50% da ingestão calórica diária no almoço e 20% no jantar, e o grupo DM tinha 20% da ingestão calórica diária no almoço e 50% no jantar.

Ambos os grupos iniciaram uma dieta hipoenergética (baixa caloria) de acordo com o protocolo da clínica NovinDiet, o qual inclui conselhos para aumentar gradualmente os níveis de atividade física para atingir 60 minutos de atividade moderada (5 dias na semana). As visitas quinzenais ao nutricionista foram necessárias para promover a adesão à dieta hipoenergética e padrão de refeição. Além disso, um nutricionista registrado conversava ao telefone diariamente com cada participante durante o estudo para verificar a adesão ao padrão de refeição e dieta.

Como resultados, após 12 semanas, ambos os grupos apresentaram redução de peso e melhores perfis lipídicos. No entanto, as participantes do grupo LM, ou seja, tendo o almoço como principal refeição, perderam quase 2 quilos a mais que as participantes do outro grupo, apresentando melhor índice de massa corporal (BMI). Além disso, apresentaram melhorias na sua resistência à insulina (medida por HOMA-IR). Estes achados confirmam que o momento da refeição principal independentemente parece ser um fator importante no sucesso da perda de peso. Assim, o momento de comer pode ser um fator apropriado a se considerar em tratamentos de emagrecimento.

Fonte: Essential

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