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Disbiose e obesidade

Para as pessoas que lutam diariamente com a obesi­dade ou excesso de peso, as principais causas de sua condição parecem muito familiares: uma dieta não saudável, um estilo de vida sedentário e, talvez, a expressão de alguns genes. Nos últimos anos, porém, os pesquisadores estão encontrando evidências que apontam um outro fator microscópico, mas de gigante relevância: bilhões e bilhões de bactérias intestinais.

 

Novas evidências indicam que um desequilíbrio destes organismos pode alterar a forma de armazenar gordura, o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue e a resposta aos hormônios que nos fazem sentir fome ou saciados. Ao que parece, a disbiose pode ajudar a definir o cenário para a obesidade e diabetes.

 

Esta constatação começou a ser objeto de estudo quando cientistas transferiram a microbiota de ratos obesos para animais magros e em seguida obser­varam que os animais com peso normal ganharam um aumento de peso após a alteração de sua flora intestinal. Alterações na composição da microbiota intestinal com presença de inflamação também têm sido relatadas em humanos e sendo alvo de extensas pesquisas. Mostram-se mais bactérias patogênicas do gênero Firmicutes e menos Bacteroides nos indi­víduos de elevado peso e, após uma perda considerá­vel de massa, essa relação se inverte.

O que se sabe até o momento é que a dieta é rela­tada como a principal influência envolvida entre a microbiota e a obesidade. Escolhas alimentares errô­neas alteram o microbioma intestinal prevalecendo bactérias patogênicas e, secundariamente, podendo causar obesidade. Faz-se necessário a colonização de bactérias benéficas para digerir e absorver os nutrientes da dieta.

 

A prevalência de disbiose intestinal em indivíduos obesos já foi constatada em diversas publicações científicas. O que alguns pesquisadores tentam agora é avaliar uma possível modificação do microbioma com o uso de probióticos, revertendo a relação de bactérias maléficas x benéficas, e, com isso, usar cepas de Lactobacillus para a redução de peso.

 

Já um estudo, publicado em Nature (2016), provou a existência de outro mecanismo existente que asso­cia a alteração da microbiota com a obesidade e a síndrome metabólica, e que o acetato (ácido graxo de cadeia curta) é responsável por esta mudança. O acetato (mencionado na pág. 26 em Prebióticos e Probióticos) resulta da metabolização das fibras solúveis pela microbiota intestinal. Em grande quan­tidade, ele estimula a secreção de insulina e desenca­deia um ganho de peso.

 

Foi o que descobriu o Dr. Gerald Shulman, professor de medicina da Universidade de Yale e autor de vários estudos, ao observar que o acetato estimulou a secreção de insulina em roedores. O time de pesqui­sadores confirmou esta associação, descobrindo que os animais com dieta rica em gordura apresentavam níveis de acetato mais altos. E também, ao injetarem acetato diretamente no cérebro, ocorreu o aumento de insulina através do sistema nervoso parassimpá­tico.

 

“O acetato estimula células beta para secretar mais insulina em resposta à glicose através de um mecanismo mediador central”, declarou o Dr. Shulman. “Isto também estimula a secreção de hormônios gastrina e grelina, levando ao maior consumo de alimentos.”

 

Para estabelecer uma relação causal entre a micro­biota intestinal e o aumento de insulina, os pesqui­sadores transferiram material fecal de um grupo de roedores para outro e observaram alterações seme­lhantes na microbiota, níveis de acetato e insulina. Ou seja, o aumento de acetato leva a um maior consumo de alimentos o que leva à obesidade e à resistência à insulina – o que pode ter servido em tempos evolu­cionários passados quando o ser humano passava por períodos de escassez de alimentos (integrais, não processados).

 

Ainda não há dados conclusivos que mostrem que a ingestão de um grupo de probióticos numa dada dosagem possa contribuir para o emagrecimento. Até o momento, os estudos ainda são controversos, por períodos relativamente curtos, com uma amos­tragem pequena e geralmente com cepas isoladas. Mas a expectativa é que esse campo ainda traga muitos benefícios e bons resultados.

 

A associação da obesidade com a flora intestinal pode ser ainda mais estreita quando entramos no assunto de diabetes, outra condição de origem multi­fatorial. A relação diabetes e microbioma pode, inclu­sive, trazer respostas para o fator obesidade visto que pacientes com diabetes também apresentam uma flora intestinal bastante alterada e marcado­res inflamatórios em comum. Uma das explicações dadas é com relação aos lipopolissacarídeos presen­tes nas bactérias patogênicas. Essas substâncias potencialmente tóxicas são capazes de atravessar a membrana intestinal levando ao aumento da resis­tência à insulina.

 

obesos para animais magros e em seguida obser­varam que os animais com peso normal ganharam um aumento de peso após a alteração de sua flora intestinal. Alterações na composição da microbiota intestinal com presença de inflamação também têm sido relatadas em humanos e sendo alvo de extensas pesquisas. Mostram-se mais bactérias patogênicas do gênero Firmicutes e menos Bacteroides nos indi­víduos de elevado peso e, após uma perda considerá­vel de massa, essa relação se inverte.

O que se sabe até o momento é que a dieta é rela­tada como a principal influência envolvida entre a microbiota e a obesidade. Escolhas alimentares errô­neas alteram o microbioma intestinal prevalecendo bactérias patogênicas e, secundariamente, podendo causar obesidade. Faz-se necessário a colonização de bactérias benéficas para digerir e absorver os nutrientes da dieta.

A prevalência de disbiose intestinal em indivíduos obesos já foi constatada em diversas publicações científicas. O que alguns pesquisadores tentam agora é avaliar uma possível modificação do microbioma com o uso de probióticos, revertendo a relação de bactérias maléficas x benéficas, e, com isso, usar cepas de Lactobacillus para a redução de peso.

Já um estudo, publicado em Nature (2016), provou a existência de outro mecanismo existente que asso­cia a alteração da microbiota com a obesidade e a síndrome metabólica, e que o acetato (ácido graxo de cadeia curta) é responsável por esta mudança. O acetato (mencionado na pág. 26 em Prebióticos e Probióticos) resulta da metabolização das fibras solúveis pela microbiota intestinal. Em grande quan­tidade, ele estimula a secreção de insulina e desenca­deia um ganho de peso.

Foi o que descobriu o Dr. Gerald Shulman, professor de medicina da Universidade de Yale e autor de vários estudos, ao observar que o acetato estimulou a secreção de insulina em roedores. O time de pesqui­sadores confirmou esta associação, descobrindo que os animais com dieta rica em gordura apresentavam níveis de acetato mais altos. E também, ao injetarem acetato diretamente no cérebro, ocorreu o aumento de insulina através do sistema nervoso parassimpá­tico.

“O acetato estimula células beta para secretar mais insulina em resposta à glicose através de um mecanismo mediador central”, declarou o Dr. Shulman. “Isto também estimula a secreção de hormônios gastrina e grelina, levando ao maior consumo de alimentos.”

 

Para estabelecer uma relação causal entre a micro­biota intestinal e o aumento de insulina, os pesqui­sadores transferiram material fecal de um grupo de roedores para outro e observaram alterações seme­lhantes na microbiota, níveis de acetato e insulina. Ou seja, o aumento de acetato leva a um maior consumo de alimentos o que leva à obesidade e à resistência à insulina – o que pode ter servido em tempos evolu­cionários passados quando o ser humano passava por períodos de escassez de alimentos (integrais, não processados).

Ainda não há dados conclusivos que mostrem que a ingestão de um grupo de probióticos numa dada dosagem possa contribuir para o emagrecimento. Até o momento, os estudos ainda são controversos, por períodos relativamente curtos, com uma amos­tragem pequena e geralmente com cepas isoladas. Mas a expectativa é que esse campo ainda traga muitos benefícios e bons resultados.

A associação da obesidade com a flora intestinal pode ser ainda mais estreita quando entramos no assunto de diabetes, outra condição de origem multi­fatorial. A relação diabetes e microbioma pode, inclu­sive, trazer respostas para o fator obesidade visto que pacientes com diabetes também apresentam uma flora intestinal bastante alterada e marcado­res inflamatórios em comum. Uma das explicações dadas é com relação aos lipopolissacarídeos presen­tes nas bactérias patogênicas. Essas substâncias potencialmente tóxicas são capazes de atravessar a membrana intestinal levando ao aumento da resis­tência à insulina.

Fonte: Essential 

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