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Alergias e intolerâncias alimentares no adulto

Fonte: Lifestyle Summit

Conquanto as alergias e intolerâncias alimentares sejam mais prevalentes na infância, tem sido discutido o impacto de tais desordens no público adulto, pois elas podem comprometer a qualidade de vida do indivíduo, bem como seu convívio social.

Sabe-se que as reações alérgicas aos alimentos podem variar em apresentação clínica, gravidade e fatores etiológicos subjacentes. Estima-se que a prevalência das alergias alimentares mediadas por IgE em adultos é de aproximadamente 1-2%.

Ao longo da vida, uma pessoa consome em média de 2-3 toneladas de alimentos diferentes, assim, levando em conta essa diversidade de produtos que é apresentada ao sistema gastrointestinal, sob certas circunstâncias, pelo menos uma carga desse material pode vir a produzir uma reação adversa na vida adulta. Ademais, com a industrialização, tem aumentado o consumo de alimentos ultraprocessados, e estes contêm uma grande variedade de aditivos químicos, incluindo corantes e conservantes, que favorecem a criação de um microambiente intestinal suscetível a reações adversas.

Os alimentos alergênicos mais comuns entre a população em geral são leite de vaca, ovo, amendoim, trigo, soja, peixe, frutos do mar e nozes. Entre o público adulto, os alimentos mais relatados são mariscos (2%), amendoim (0,6%), nozes (0,5%) e peixe (0,4%).

Os sintomas alérgicos, comumente, são desencadeados minutos após o consumo do alimento alergênico, mas esse tempo pode variar de acordo com o organismo do indivíduo. Para serem classificados com uma reação mediada por IgE, os sintomas devem ocorrer dentro de duas horas após o consumo do alimento. Os sintomas podem ser orais (inchaço nos lábios), dermatológicos (urticária), gastrointestinais (náusea, vômito, dor abdominal, diarreia), respiratórios (espirro, sibilo) e sistêmicos (hipotensão).

Reações cruzadas de alimentos com outros alérgenos, também, são relatadas. Como exemplo, a Síndrome de Alergia Oral, que é mais prevalente nos adultos, em que o indivíduo pode ser acometido por urticária, formigamento dos lábios, da língua e garganta após o consumo de frutas e vegetais crus que possuem epítopos semelhantes a polens alergênicos, como o da bétula. Os alimentos mais comuns associados a essa síndrome são melão, banana, maçã, kiwi, tomate e aipo.

A reatividade cruzada, também, pode ocorrer em pessoas que possuem alergia ao látex, denominada de Síndrome látex-fruta. Cerca de 30-50% dos indivíduos que revelam reação alérgica ao látex podem ser alérgicos à banana, ao abacate, a castanhas, ao kiwi, tomate e pimentão. Isso acontece porque esses alimentos possuem epítopos alergênicos semelhantes aos presentes no látex, com destaque para o grupo de proteínas heveínas.

Por fim, é necessário que, logo que diagnosticado quanto à alergia ou intolerância alimentar, seja feito o tratamento adequado com o profissional de saúde habilitado a fim de melhorar ou prevenir o quadro sintomático, além da promoção da saúde.
REFERÊNCIAS

BLANCO, C. Latex-fruit syndrome. Curr Allergy Asthma Rep., Philadelphia, v. 3, n. 1, p. 47-53, 2003.

PERRY, T. T.; PESEK, R. D. Clinical manifestations of food allergy. Pediatr Ann., New York, v. 42, n. 6, p. 96-101, 2013.

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TURNBULL, J. L.; ADAMS, H. N.; GORARD, D. A. Review article: the diagnosis and management of food allergy and food intolerances. Aliment Pharmacol Ther., Oxford, v. 41, n. 1, p. 3-25, 2015.

WAGNER, S. et al. Characterization of cross-reactive bell pepper allergens involved in the latex-fruit syndrome. Clin Exp Allergy., Oxford, v. 34, n. 11, p. 1739-1746, 2004.

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