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O cortisol e as telas: você permite que a sua mente tire folga?

Na altura do campeonato, depois de longos dezoito meses de pandemia, parece chover no molhado (e é!) dizer que o estresse causado pelo coronavírus e pelo distanciamento social atingiu grande parte da população.

Mas hoje eu proponho uma análise sobre o paradoxo na tecnologia como aliada durante os mais de 500 dias em que vivemos sob o caos da COVID-19.

Peraí, paradoxo?

Sim, você leu corretamente. Podemos considerar que a tecnologia e suas telas (celular, tablet, computador, kindle, smartwach e por aí vai) nos salvaram nos últimos tempos – salvo os raros analógicos convictos, consumimos vorazmente conteúdos com os mais diversos interesses: quisemos nos informar, quisemos nos divertir, quisemos espantar o tédio, quisemos nos aproximar dos amigos e da família. E as telas foram nossas aliadas. Se antes da pandemia nossos celulares não saíam do nosso lado, agora eles são praticamente um órgão vital.

Mas não para por aí: as empresas precisaram se adaptar e o mundo está mudando. Para que pisar no escritório se tudo está na nuvem e se a nossa amiga (ela, a internet) dá conta do recado e nos une cada vez mais?

O problema é que antes da pandemia as pessoas precisavam desligar o computador e voltar para casa. O transporte era o momento de transição: nosso cérebro pensava “tá legal, agora chega de trabalho porque estou indo embora”. Agora, essa quebra não existe mais. A rotina se transformou em acordar, tomar banho, café e imediatamente começar a trabalhar, trabalhar, trabalhar, sem hora para encerrar. Isso sem contar com a culpa que chega a galope quando resolvemos tirar a merecida hora de almoço ou de lanche da tarde, por exemplo.

E a maioria de nós, nos momentos de folga, já clica na rede social, no Whatsapp, ou no aplicativo das notícias. Esses conteúdos, quando não consumidos com moderação, se transformam numa tempestade de informações que o nosso cérebro muitas vezes não consegue processar.

Prevalece o misto constante de sentimentos: estresse, culpa, ansiedade e improdutividade.

E aí que mora o paradoxo que falei lá em cima: ainda bem que a tecnologia existe, mas quem dera se soubéssemos, de fato, usá-la.

E o cortisol?

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que estão localizadas acima dos rins. Esse hormônio, proveniente da família dos esteroides, é produzido quando o corpo humano percebe o estresse e liberado na corrente sanguínea. 

Quando os níveis de cortisol no organismo estão muito altos, percebemos, portanto, um indicador de que aquele indivíduo está sob estresse.

Os principais sintomas de cortisol alto são:

  • Aumento do peso
  • Perda de massa muscular
  • Depressão e/ou ansiedade
  • Enxaqueca
  • Dificuldade de concentração/aprendizagem
  • Fadiga crônica
  • Diminuição da testosterona
  • Lapsos de memória
  • Insônia
  • Irritabilidade constante
  • Diminuição do apetite sexual

A ansiedade ocasionada pela rotina do dia a dia e pela cada vez mais frequente cobrança de agilidade (na resposta às mensagens, no delivery, na pesquisa, na formação de opinião) resulta no estresse e, em muitos casos, no aumento considerável do cortisol na corrente sanguínea. Parece que perdemos o tempo para absorver as informações; a efemeridade se instalou em nossas vidas.

Eu entendo que a vontade de eliminar o estresse não significa simplesmente fazer com que ele suma imediatamente da sua vida. No entanto, existem algumas formas de ajudar a normalizar o indicador do hormônio cortisol:

  • Reduza o tempo gasto em redes sociais – muitas redes mostram o tempo que o usuário se dedica àquele aplicativo. Observe quanto tempo você gasta nas redes sociais e tente substituir esse hábito
  • Utilize o tempo que estaria no transporte consigo – se o home office agora faz parte da sua rotina, tente se dedicar a atividades livre das telas (e do trabalho) no período em que você estaria no transporte, se estivesse trabalhando presencialmente. Minhas sugestões: pratique yoga, meditação, atividades físicas, ou até mesmo deixe a mente vagar, sem pressa e sem cobranças
  • Separe um momento do dia para ler as notícias – é claro que se manter informado é fundamental. Mas a enxurrada de notícias ao logo do dia pode despertar ansiedade e estresse. Dessa forma, limite seu tempo para essa atividade e evite o acesso a portais de informação várias vezes ao dia
  • Alimente-se bem – cortar alimentos ultraprocessados, cheios de sódio, acidulantes, corantes e muitos outros “antes” pode mudar a sua vida. Substitua esses produtos por alimentos de verdade e você perceberá a mudança

Que tal um checkup para avaliarmos esse e outros indicadores? Cuidar da saúde é o primeiríssimo passo para uma vida tranquila!

Abraços virtuais,

Priscila Machado

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