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Imunonutrição – Se cuidar é o segredo

           Embora haja muito pânico sobre o COVID-19 tudo que pudermos fazer para nos prevenirmos será benéfico. Além das condutas como lavar adequadamente as mãos, usar álcool 70% e evitar aglomerações, temos que cuidar do corpo. O seu instrumento de trabalho.

Uma dieta adequada em hortaliças e frutas deve conter no mínimo 250 gr de legumes em ambas as refeições. As frutas, os legumes e as folhas contêm além de vitaminas e minerais, polifenóis que são moduladores de inúmeras reações químicas do organismo. Os polifenóis podem ser divididos em quatro grupos: flavonóides, ácidos fenólicos, estilbenos e lignanas. Os flavonoides correspondem ao maior grupo dos polifenóis e estão presentes em cebola, couve, alho poró, brócolis, maçã. Já os flavonóides, incluindo as proantocianidinas estão em chás, uvas e cacau. As flavanonas (frutas cítricas, salsa, salsão), as isoflavonas (soja), as dihidrochalconas (maçã), as antocianidinas (uvas escuras e berries como amora, mirtilo, morango, framboesa, groselha) são moléculas imunomoduladores e podem ser grandes aliados na prevenção. O importante é comer um pouco de tudo e de forma variada, dia a dia, sem preguiça. Comer crus e cozidos. Assados e grelhados. Todo dia.

Para uma saúde adequada, o importante é trabalhar com níveis mais altos de vitamina D no organismo, idealmente acima de 50 ng/mL. A reposição de 2 a 5 mil unidades internacionais por dia é segura para a maioria dos atletas. Esta vitamina estimula a produção de catalecidinas que é um importante regulador de algumas citocinas envolvidas com a defesa. Alimentos ricos em vitamina D incluem os peixes oleosos, gema de ovo e leite. Todavia, a sua maior fonte é a síntese epidérmica, a partir da exposição do dihidrocolesterol aos raios ultravioleta. A vitamina D ingerida ou sintetizada na pele é biologicamente inativa, sendo necessária hidroxilação inicial no fígado e uma segunda, no rim, para se transformar na forma ativa, a dihidroxi-vitamina D3 ou calcitriol. Portanto, a reposição deve ser já na forma ativa, de vit D3. E pode ser administrada tanto por via oral quanto injetável.

            Dormir bem e ter um sono relaxante é importante para a liberação de hormônios como o do crescimento (GH) envolvido sobretudo com o reparo e a regeneração tecidual. Níveis altos de insulina podem atrapalhar a liberação do GH. Assim, jantar 2 a 3 horas antes de deitar é importante. Comer e dormir passa a não ser recomendado, e, nem dormir após as 22hr. O uso de óleos essenciais (nunca aromas sintéticos!) pode ser uma boa estratégia para estimular nosso sistema autonômico parassimpático e com isso, conferir um melhor relaxamento. Óleo puro essencial de lavanda (Lavandula angustifolia) e cedro (Juniperus virginiana) podem ser adicionados à difusores no quarto ou usar diretamente uma gotinha no travesseiro.

            Borrifar álcool 70 % com gotinhas de óleo de melaleuca (Melaleuca alternifolia) nas mãos é bem interessante também. A planta Tea tree é rica em terpenos com propriedades antimicrobianas reconhecidas mundialmente a anos.

Própolis. O ideal é sob a forma de extrato alcoólico diluído. Umas 30 gotas por dia, fracionadas em 10 gotas dissolvidas em 100 mL (3 vezes ao dia), são importantes. Ajuda a manter a desinfecção da cavidade oral além de ser um poderoso modulador imunológico. Em gotinhas.

            Zinco. Boas fontes deste mineral são a lentilha, aveia e carne vermelha. É um elemento fundamental para a saúde das células de defesa que circulam no corpo. A suplementação pode ser feita junto com pastilhas efervescentes de vitamina C.

            Vitaminas antioxidantes como a vitamina C são importantes ao longo do macrociclo de treinamento do atleta. Doses variando de 100 a 1000mg dia são seguras. Em caso de supeita de contaminação, não há estudos comprovados que ela possa ser uma terapêutica benéfica.

            A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda que nenhuma medicação como cloroquina, interferon, corticoides (que é dopping) e vitamina C sejam usadas para tratamento de pessoas infectadas pelo COVID19 até que se tenham dados com evidência científica de eficácia e segurança.

Tratamentos paliativos como analgésicos e antitérmicos podem ser realizados desde que sob supervisão do médico responsável. Broncodilatadores são medicações que precisam ser notificadas por conta do dopping e por isso, todo o cuidado é pouco.

Falar em imunonutrição é falar em cuidar todo dia. Ingerir proteínas magras em proporções adequadas. Cuidar da recuperação treino a treino, usando não só suplementos como malto, bcaa, creatina, HMB, mas também os polifenóis das frutas e hortaliças.

Dra. Priscila Machado

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