Taurina e gengibre são o que se pode chamar de ilustres desconhecidos. Muito se fala sobre eles, mas poucos conhecem mais que uma característica destas substâncias. Certas espécies de gengibre, por exemplo, podem atuar como prolongador dos efeitos da cafeína, evitando uma queda brusca na disposição. Já a taurina tem, entre uma das funções, a capacidade de acalmar o cérebro, favorecendo um estado de atenção relaxada. Saiba mais sobre estas e outras propriedades neste texto.

TAURINA

A taurina é um aminoácido não essencial, encontrado em alta concentração tanto nos músculos como nos neurônios.

No cérebro, por possuir estrutura semelhante ao GABA – um neurotransmissor que promove o relaxamento e a calma – a L-taurina consegue ativar estes receptores e consequentemente aumentar os níveis de GABA. Assim, atua como um “freio”, desacelerando a atividade cerebral e gerando benefícios como:

– Redução do estresse
– Aumento do foco cerebral
– Desaceleração do envelhecimento cerebral

Nos músculos, tem como comprovado um efeito estabilizador da membrana e modulador da homeostasia do cálcio. Com mais cálcio dentro das células musculares, há diminuição da fadiga dos músculos, fortalecimento da contração muscular e aumento da resistência física e do desempenho atlético.

Também tem ação antioxidante, protegendo as células contra os radicais livres produzidos durante a atividade física.

GENGIBRE

Graças ao princípio ativo gingerol, o gengibre da espécie Zingiber officinalis, que é o mais comum, conseguiu entusiastas em diversos grupos da sociedade. Na prevenção de problemas de saúde, tem efeito reconhecido como antioxidante, ao neutralizar radicais livres, que podem originar doenças. Outro efeito é o de anti-inflamatório cerebral. Além disso, o gingerol tem a capacidade de elevar o nível de metabolismo basal, favorecendo a queima de calorias.

Há, porém, uma espécie específica, a Alpinia galanga, conhecida como gengibre tailandês, que pode fornecer outro benefício importante para nosso corpo. Esta espécie é utilizada há séculos na Ayurveda, como um nootrópico natural (substância que melhora o desempenho cerebral).

Ao equilibrar o efeito estimulante da cafeína, o gengibre tailandês pode prolongar o estado de alerta para até cinco horas sem causar o efeito rebote da cafeína, que tem, entre suas consequências, cansaço extremo, incapacidade de se concentrar e irritabilidade. Este efeito rebote é especialmente forte ao se consumir altas doses de cafeína anidra.

Este prolongamento da concentração ocorre porque o gengibre tailandês inibe os receptores de adenosina (que em conjunto com a melatonina, é um hormônio indutor do sono) e diminui a recaptação de dopamina (nossa “molécula da motivação), criando uma sensação de revigoramento.

CONCLUINDO

Não é difícil imaginar que estas duas substâncias possam produzir efeitos expressivos de aumento de produtividade mental e melhora de desempenho atlético. Em especial quando combinadas com doses corretas de cafeína natural, originária de café ou guaraná. Mas este trabalho em sinergia pode ainda ser melhorado com a adição de outras substâncias.

Fonte: Essential Nutrition