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XILITOL: Sabor doce e saudável

Fonte: Essencial Nutrition

Já abordamos diversas vezes a inserção exagerada e cotidiana dos açúcares na alimentação ocidental, tornando-se fator número 1 para a causa da obesidade, um dos mais graves problemas de saúde pública no mundo. Em 2013, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa com resultados alarmantes: 51% da população brasileira está acima do peso.

Além da questão da obesidade, para muitas pessoas a retirada do açúcar é mais que uma opção para redução do peso corporal: é uma necessidade para regularizar a função intestinal degradada por uma disbiose, ou por conter um aumento nos fungos do organismo que se alimentam do açúcar, pela intolerância à frutose ou mesmo em indivíduos com diabetes tipo I e II.

São muito bem descritos na literatura os benefícios dos polióis, que quimicamente também são chamados de alcoóis de açúcar – devido à presença de estruturas químicas denominadas álcoois (sem semelhança com as bebidas alcoólicas que ingerimos). Dentre eles o que mais se destaca no dia a dia das pessoas atualmente é o xilitol.

XILITOL: ADOCE SEM CULPA. 

Descoberto em 1891, o xilitol tem sido usado como adoçante na alimentação humana desde a década de 1960. Ganhou aceitação generalizada como adoçante alternativo devido ao seu papel na redução do desenvolvimento de cáries1. Durante o século 19 na Europa, foi popularizado como um adoçante seguro para uso pelos diabéticos e hoje é largamente consumido em todo o mundo. Atualmente faz muito sucesso por possuir a mesma doçura e volume da sacarose com um terço a menos de calorias, sem deixar sabor desagradável após ingestão!  Dissolve-se rapidamente e produz uma sensação de frescor na boca1, devido a sua capacidade de absorver o calor da boca ao entrar em contato com a saliva2.

É um adoçante de fonte natural e sua versatilidade também chama a atenção: pode ser utilizado tanto na culinária como para adoçar o café, sucos ou vitaminas, destacando-se pelo seu sabor semelhante à sacarose. É um grânulo cristalino branco que parece e tem gosto de açúcar. A boa notícia é que ele não tem os efeitos colaterais negativos associados à sacarose, é de baixa caloria, baixa quantidade de carboidratos e que pode ser consumido sem culpa.

Embora o xilitol seja uma substância natural encontrada em frutas e vegetais, também é produzido naturalmente no nosso corpo durante o metabolismo normal dos carboidratos. Um adulto de estatura média é capaz de produzir cerca de 15 gramas de xilitol diariamente3.

Baixo índice glicêmico e não-fermentativo

A característica mais marcante do xilitol está na sua metabolização no organismo. Por ser um poliol lentamente absorvido e que não fermenta, não causa aumento do açúcar no sangue e não serve de alimento para as bactérias presentes no intestino, além de possuir benefícios notáveis na saúde bucal.

BOA OPÇÃO PARA DIABÉTICOS E PORTADORES DA SÍNDROME METABÓLICA 

O xilitol é lentamente metabolizado e a pouca quantidade absorvida (50%) não afeta o açúcar no sangue e influencia pouco a secreção de insulina4,5,9. Possui um índice glicêmico baixo (13)4, inclusive menor que alguns legumes e castanhas6,enquanto que a sacarose e a glicose possuem, respectivamente, 65 e 1006. Animais alimentados com xilitol apresentaram níveis de açúcar no sangue mais estáveis, menor ganho de peso e apetite reduzido, comparados àqueles que consumiram sacarose7. Essas informações evidenciam que xilitol é um adoçante em potencial para uso em diabéticos, para aqueles que querem perder ou manter o peso, e que possuem outras desordens metabólicas influenciadas negativamente pelo alto índice glicêmico dos alimentos e seu efeito inflamatório8.

PRAZER E SAÚDE EM UM PRODUTO

Se pudéssemos utilizar um adoçante que, além de aumentar o prazer em consumir uma bebida ou uma preparação, traria excelente proteção contra o desenvolvimento de cáries e placas bacterianas, certamente o agregaríamos ao nosso dia a dia, correto? E hoje já é possível!

EFEITO REMINERALIZANTE NO DENTE

Embora o xilitol seja um carboidrato, não é fermentado pelos microrganismos presentes na boca, devido principalmente a sua estrutura de cinco carbonos, o que o torna um substrato  impróprio para essas bactérias10. Além disso, o xilitol liga-se ao cálcio e fosfato, contribuindo para a remineralização do esmalte do dente. O complexo formado xilitol-cálcio facilita a absorção do mineral através da parede intestinal11,12. Esse mecanismo também sugere que o xilitol tem papel na prevenção da osteoporose13-16.

XILITOL NO COMBATE ÀS CÁRIES

Quarenta anos atrás, não havia nenhuma informação sobre o efeito do xilitol na prevenção de cárie dentária. Desde então, mais de 370 artigos foram publicados e descrevem possíveis mecanismos para essa ação. Estudos mostram que ele pode ajudar ativamente na reparação de cavidades menores causadas pela cárie e reduzir a placa bacteriana2. Um dos motivos é sua estrutura semelhante à sacarose que atrai os microrganismos e, por não conseguirem digerir o poliol, morrem.

Sabe-se que as bactérias da boca normalmente utilizam a sacarose para produzir compostos denominados “glucanos”. Eles se formam quando dois tipos de bactérias Streptococcus secretam enzimas que “quebram” a sacarose em glicose e frutose. Então, utilizam a glicose para formar placas que se fixam no dente, produzindo cada vez mais camadas e camadas de placas que formam as cáries e deterioram os dentes17,18, além de produzir ácidos que dissolvem o cálcio e o esmalte da estrutura dentária19.

A principal causadora da cárie, a bactéria Streptococcus mutans, se encontra normalmente na boca e prefere ambientes ácidos. Assim, manter o pH básico bucal é importante, mas o consumo excessivo de açúcares (açúcar refinado, massas e pães refinados, refrigerantes, biscoitos) faz o ambiente básico se tornar ácido, estimulando a atividade da bactéria. Xilitol não é utilizado de forma eficiente por estas bactérias orais, por isso atrasa o seu crescimento e inibe a produção de ácidos, mantendo o pH bucal básico. Impede também a adesão por diminuir a produção de glucanos e diminui a concentração bacteriana20-25.

Estudos mostram que o S. mutans é transmitido dos pais para o filho recém-nascido, momento em que se inicia a produção de bactéria na criança. O uso regular de xilitol pelas mães tem reduzido significativamente a transmissão bacteriana, resultando em baixas concentrações na criança20,21,26.

MELHORA DAS INFECCÇÕES RESPIRATÓRIAS

Estudos têm demonstrado que a goma de mascar feita com xilitol pode ajudar a prevenir infecções de ouvido, como a otite média aguda2,27. O ato de mastigar e engolir auxilia com a eliminação da cera, limpando o ouvido médio, enquanto que a presença de xilitol impede o crescimento de bactérias nas regiões do nariz e da orelha27.

UTILIZAÇÃO NA CULINÁRIA

Uma das vantagens do xilitol sobre a sacarose é que, em virtude de sua elevada estabilidade química e microbiológica, mesmo em baixas concentrações, ele age como conservante de produtos alimentícios, combatendo o crescimento de microrganismos2. Uma outra vantagem é que, devido à ausência de grupos aldeídicos ou cetônicos em sua molécula, o xilitol não participa de reações com aminoácidos, conhecidas como reações de “Maillard”2.

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DO XILITOL28

•  Excelente sabor, versatilidade e doçura equivalente

•  Baixo teor calórico e baixo índice glicêmico

•  Efeito mínimo sobre o açúcar no sangue e os níveis de insulina

• Lenta liberação, fonte constante de energia

•  Anticetogênico: reduz os níveis séricos de ácidos graxos livres e melhora a utilização de glicose periférica

•  Aumenta a absorção de vitaminas do complexo B e cálcio

•  Inibe a levedura, incluindo Candida albicans

•  Diminui a glicação de proteínas, reduz AGEs

• Reduz a compulsão por carboidratos e compulsão alimentar

•  Anticatabólico: auxilia na manutenção da massa muscular

•  Antioxidante: gera o NADPH, mantendo glutationa num estado ativo

•  Reduz os danos dos radicais livres e da oxidação

Efeitos clinicamente comprovados de xilitol na saúde bucal

•  Inibe a placa bacteriana e as cáries dentárias em 80%

•  Retarda a desmineralização do esmalte dentário

•  Promove a remineralização do esmalte dentário

•  Aumenta a produção de saliva aliviando a boca seca (xerostomia)

•  Protege proteínas salivares, tem um efeito de estabilização da proteína

•  Melhora o mau hálito e reduz infecções da boca e da nasofaringe

TOXICIDADE

Xilitol não tem toxicidade conhecida em seres humanos, e foi classificada pela Food and Drug Administration(FDA) como um aditivo do tipo GRAS (Generally Recognized as Safe), assim, sua incorporação em alimentos é legalmente permitida e aceita. É usado como adoçante em balas de goma, bebidas, adoçantes de mesa, pastas de dente e outros produtos.

De acordo com a literatura, o xilitol é extremamente bem tolerado, quando ingerido em doses espaçadas de no máximo 20 g cada uma, e desde que a quantidade consumida por dia não ultrapasse 60 g, já que a ingestão de doses mais elevadas produz efeito laxativo. Esse efeito é provavelmente levado em conta quando o xilitol é utilizado em alimentos normalmente ingeridos em grandes quantidades, por exemplo, os refrigerantes29. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não estabeleceu um limite para a ingestão diária aceitável deste edulcorante e a FDA indica que seu consumo é permitido na quantidade necessária para atingir o adoçamento desejado. Em um estudo, os participantes consumiram uma dieta contendo uma média mensal de 1,5 kg de xilitol com uma ingestão diária máxima de 430 g, sem efeitos nocivos aparentes30.

Tal como acontece com outros álcoois de açúcar, com a exceção do eritritol, o consumo em excesso do limiar laxativo (a quantidade de poliol que pode ser consumida antes de surgir desconforto abdominal) pode resultar em efeitos colaterais gastrointestinais temporários, tais como distensão abdominal, flatulência e diarreia. Adaptação, um aumento do limiar laxativo, ocorre com a ingestão regular, pois o corpo aumenta a produção da enzima poliol- desidrogenase. O xilitol  é mais facilmente tolerado do que outros polióis, tais como manitol e sorbitol. O efeito depende de cada indivíduo e este efeito pode ocorrer após várias semanas de consumo. Para crianças recomenda-se não ultrapassar 35g de xilitol por dia31.

Diante do excesso de calorias e a citotoxicidade provocados pelos açúcares, o uso de polióis transformou-se em uma alternativa viável e saudável32, atuando paralelamente com os adoçantes naturais, como a estévia e a taumatina.

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