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Horário alternativo no Rio-2016 é desafio para atletas e pesquisadores

Fonte: Estadão

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro vão trazer um desafio inédito para os atletas. Pela primeira vez na história da competição, eles irão ter que não apenas superar seus adversários, mas um horário alternativo para as atividades. Devido a uma exigência da televisão americana, provas de natação, atletismo e as partidas de vôlei acontecerão praticamente madrugada adentro. O problema é que isto pode afetar a performance. A solução? “Enganar” o próprio organismo para que se simule uma atividade diurna.

É essa a missão do professor Marco Túlio de Mello. Nos últimos 3 anos ele vem trabalhando junto com atletas brasileiros, estudando os efeitos dos problemas ligadas ao sono no esporte e mapeando a qualidade e as características do sono de cada esportista. Agora, às vésperas dos Jogos Olímpicos, ele atua diretamente nos esportes que serão mais afetados pelos horários noturnos. Segundo explica o professor, o principal problema é ligado a temperatura corporal. Ao longo do dia, nossa temperatura interna varia e os melhores horários para praticar esporte seria o final da manhã e da tarde. A missão então é fazer com que entre às 22h e meia noite, horário onde vão acontecer, por exemplo, várias finais da natação, consiga fazer com que nosso cérebro considere mais cedo e assim, se não aumentar, pelo menos igualar a performance de provas diurnas.

Com seus estudos e ao lado dos pesquisadores João Paulo Rosa, Dayane Rodrigues, Andressa Silva, Mário Antônio de Moura Simim, Varley Costa e Franco Noce, ele escreveu um artigo para a revista “Chronobiology International” com o título “Jogos Olímpicos do Rio-2016: pode o horário dos eventos prejudicar a performance dos atletas?”

“Talvez para essas modalidades não dê para esperar recorde mundial, quebra de muitos recordes. Um ou outro talvez, mas não uma performance exuberante. Porque estamos colocando esse pessoal para trabalhar e desenvolver esporte de alta performance em um horário que não responde bem. Ou seja nosso organismo responde melhor a essas modalidades nos melhores horários. que é quando a temperatura de nosso organismo estiver alta”, explica o professor Marco Túlio.

“Então vou medir o consumo de oxigênio Se eu comparar, vou ver que o final da tarde e inicio da manhã são os melhores horários, horários que a curva da temperatura está alta. Então o que a gente espera é que essas modalidades tenham uma dificuldade muito grande para quebra de recorde. As provas vão acontecer naturalmente, mas talvez não tenha o melhor rendimento que poderia. E é isso que tentamos minimizar o problema do Brasil”, conta o fisiologista.

Como não há literatura médica específica para o esporte, o que a equipe que trabalha junto aos atletas olímpicos está utilizando são técnicas que já são utilizadas em trabalhadores noturnos. A luz, nesse sentido, é uma aliada. É através dela que nosso corpo entende se deve aumentar ou diminuir a temperatura. Técnica semelhante também é utilizada para minimizar os efeitos do Jet Lag.

“A ideia é um banho de luz. É como se eu fosse te adaptar para uma viagem daqui para o Japão. Se você vai fazer essa viagem, qual é o maior marcador biológico que nos temos? É a claridade. Então o grande problema é que a  temperatura nossa não muda de um dia para o outro, eu dar banho de luz um único dia, não significa que vai mudar. Isso ter que ter vários dias”, afirma Mello. Os equipamentos que estão sendo utilizados, por exemplo, incluem óculos que emitem uma luz e retarda o sono e luvas de gelo, que abaixam a temperatura corporal.

Os resultados obtidos na Olimpíada serão apresentados no ICSEMIS ( sigla em inglês para Convenção Internacional de Ciência, Educação e Medicina no Esporte) que acontecerá na cidade de Santos, do dia 31 de agosto e 4 de setembro de 2016, intervalo entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro.

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  • January 2018
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