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Entenda porque o bom sono é quase tão importante quanto o treino para um atleta

Fonte: MundoTri

A equação treinos e descanso é algo muito particular a cada atleta, pois depende da rotina diária de cada um. Para muitos técnicos, a principal diferença entre um atleta amador e um atleta profissional é, exatamente, o tempo dedicado à recuperação e ao descanso.

No que se refere à recuperação, o sono cumpre um papel fundamental, pois é o período quando os tecidos corporais mais se regeneram, especialmente pela síntese do hormônio do crescimento (HGH). Alguém pode imaginar que, quanto mais treino, basta dormir mais, mas o que pesquisadores têm encontrando mostra, na verdade, um dilema na relação sono e exercício.

Segundo o famoso fisiologista Asker Jeukendrup, um estudo recente da Universidade de Loughborough e publicado no prestigiado Journal os Sports Science, há algumas evidências de que o bom sono pode melhorar o desempenho no exercício. Há também evidências de que o exercício em si pode melhorar a qualidade do sono, mas isso só acontece até certo ponto. Um dos sintomas do overtraining é, exatamente, a insônia (veja mais alguns sintomas aqui).

O estudo submeteu os participantes, 13 ciclistas bem treinados, a uma carga de 9 dias com o dobro do volume em relação ao que estavam realizando antes do experimento e com intensidade maior (um protocolo que simula com certa precisão os training camps realizados por atletas profissionais visando as Grandes Voltas).

Além das conclusões sobre o efeito do excesso de treino sobre o sono, a equipe de pesquisadores descobriu que o aumento da ingestão de carboidratos pode reduzir a fadiga e os sinais de overtraining, melhorando a qualidade do sono. A mudança na dieta, no entanto, não pode eliminar completamente os efeitos do overtraining.­

Assim, parece haver um ponto ideal para cada indivíduo no que se refere ao equilíbrio entre treinos e sono. Nesse ponto, o atleta usa o exercício para ter uma boa qualidade de sono e, ao mesmo, utiliza o bom sono para se recuperar melhor.

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Há casos emblemáticos do uso do bom sono para recuperação. A maratonista medalhista olímpica Deena Kastor (EUA) sempre foi uma grande defensora de muitas horas de sono. A recordista norte-americana de maratona e meia maratona costumava dormir 10 horas por dia, além de mais 2 horas de soneca após o almoço. Apesar de poucos atletas amadores poderem ter essa rotina, eles podem tentar melhorar a quantidade e a qualidade do sono, evitando interrupções.

Segundo Dr. Brian Bechill, que também é um treinador certificado pela USATriathlon (Federação Norte-americana de Triathlon), os atletas amadores costumam subestimar a importância do sono. Ele cita ainda que pesquisas recentes mostram maiores problemas de glicemia e envelhecimento acelerado decorrente de privações de sono.

O treinador recomenda alguns pontos simples que podem ajudar aqueles que dormem mal ou pouco. O primeiro é cortar o álcool e a cafeína após às 17:00, o que inclui também chás, chocolate e refrigerantes. Outra medida é cortar o acesso aos dispositivos eletrônicos, inclusive a TV, após às 22:00. Colocar o telefone celular no modo avião, apenas com o despertador e nenhuma notificação também ajuda muito. Isso tudo só faz sentido se você tem um ambiente calmo, escuro e silencioso para dormir.

Os atletas precisam compreender que treino e sono andam juntos. A ótima performance vem de um equilíbrio sutil entre eles. Não pense que dormir é perda de tempo, se você procura longevidade e qualidade de vida no esporte, esse deve ser um aspecto central de sua rotina.

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