logo

Bem Vindos ao Nutrição e Desenvolvimento

Horário de Atendimento
Segunda - Sexta 09:00AM - 17:00PM
Sábado - Domingo FECHADO
NOSSA GALERIA

Seg - Sex 9.00 - 17.00

55-11-3845-7267

Whatsapp 55-11-9833-2857

R. Guarará, 529 - Cj. 58 - Jardim Paulista, São Paulo

Top

Suplementação Glutamina no Esporte

A Glutamina é, sem dúvida, o aminoácido mais amplamente reconhecido como imunomodulador. Pode,  inclusive, ser usado como combustível pelas células do sistema imune, substrato para a síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA), modulador intermediário da síntese de novos aminoácidos, proteínas de choque térmico e componentes do sistema antioxidante (GSH).

Seu uso na nutrição esportiva aumentou nos anos 90, baseado nos grandes trabalhos de nutrição clínica com a recuperação de células imunes como linfócitos e neutrófilos. A administração oral de l-glutamina em atletas (0,1 gr/kg Peso Corporal) parece ser uma dose que gera uma melhor resposta do corpo para o reestabelecimento das funções do sistema imune, através de sua melhor concentração plasmática. Esta dose melhoraria a incidência de infecções respiratórias e redução dos linfócitos.

Como tudo na comunidade científica, esta dose gera polêmica e os trabalhos publicados divergem numa prescrição fixa sobre a miligramagem ideal. As pesquisas falam de 20 a 30 gr dia ou 0,3 a 0,5 gr por Kg de peso.

Em minha opinião, as divergentes questões abordadas nos estudos de nutrição clínica e esporte sobre a dosagem se devem a questão de que talvez, os estoques intracelulares de l-glutamina não sejam totalmente depletados pelo exercício.

Uma questão importante é que quando administrada por via oral, como um único aminoácido (l-glutamina) sofre grande metabolização pelo tubo digestivo, quase exclusivamente pelo tecido intestinal, fato que explica seu baixo efeito em outros tecidos e células circulantes, como as do sistema imune. Uma alternativa para os atletas é usar o aminoácido sob a forma de dipeptídeo, associada a outro aminoácido como a l-alanil-l-glutamina.

Este dipeptídeo é estável e consegue ofertar além da glutamina, alanina para os tecidos, em cerca de 30 a 120 min. Este efeito se deve ao transportador de glicopeptídeo presente nas células intestinais. Isto torna a absorção de di e tripeptídeos mais eficiente que aminoácidos na forma livre.

Assim, a administração de l-alanina e glutamina di ou tripeptídeos é capaz de chegar tanto ao fígado quanto ao músculo sem ser metabolizado pelo intestino. Esta situação é particularmente importante pois a glutamina vai aumentar os estoques de GSH (via l-glutamato) atenuando o estresse oxidativo induzido pelos exercícios de longa duração.

Outro ponto super importante é que quando a l-glutamina se torna aumentada no plasma, e é captada pelas células musculares, ela faz com que a água seja captada pelo músculo junto com o sódio (Na+) e com liberação de potássio (K+). 
Esta condição favorece a hidratação e volume celular, essenciais para a proteção contra a injúria da célula.

A biodisponibilidade de L-glutamina aumenta a função e atividade dos linfócitos e neutrófilos, culminando com o aumento de energia na célula (NADPH), estímulo do metabolismo intermediário e manutenção da função mitocondrial. Na verdade, a suplementação de dipeptídios com l-glutamina podem atenuar os danos do músculo e inflamação.

E para finalizar, se considerarmos que a disponibilidade de l-glutamina é um fator limitante para a ativação da via do complexo Mtor1, a maior via para a regulação do tamanho celular e massa de tecido tanto no estado normal quanto em doenças, concluímos que a l-glutamina é interessante também para o ganho e ou manutenção de massa magra.

Referência:

Cruzat VF; Krause M; Newsholme P. Amino acid supplementation and impact on imune function in the contexto of exercise. JISSN. 

Share

No Comments

Post a Comment