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Ômega-3 contra o lúpus

Fonte: Essential Nutrition

Cientistas da Michigan State University (MSU) relataram recentemente notícias encorajadoras para pessoas que sofrem de lúpus, uma doença autoimune que afeta cerca de 1,5 milhão de pessoas nos EUA.

O lúpus ataca o sistema imunológico e destrói células saudáveis (conhecidas como macrófagos), tecidos e outros órgãos. O alvo mais comum é a pele, embora o cérebro, rins, pulmões e outros órgãos e tecidos também podem ser danificados.

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é a forma observada em 70% dos casos. Os pacientes muitas vezes experimentam febre sem uma razão aparente, falta de ar e dor no peito, problemas cardíacos ou renais, articulações inchadas e dolorosas, erupções cutâneas desagradáveis, dores de cabeça incapacitantes e cansaço debilitante.(1)

Um dos maiores problemas com o lúpus é que a comunidade médica não tem certeza sobre a causa. Não há cura, per se, então na maioria dos casos os médicos só tratam. Esteroides e outras drogas são um remédio popular, embora apresentam efeitos colaterais. Ao longo dos últimos anos, a investigação clínica tem analisado uma abordagem baseada na dieta.

O estudo da MSU, publicado na revista PLoS One (2), mostrou que o ácido docosahexaenoico, ou DHA, constituinte da gordura essencial ômega-3, impediu que as lesões se formassem nos pulmões de camundongos predispostos ao lúpus, parando um mineral tóxico (sílica cristalina) de desencadear a doença.

Causas do lúpus

A exposição à sílica cristalina (cSiO2) é apenas uma das causas ambientais do lúpus. É encontrada em substâncias como tijolo, argamassa e concreto, e foi adicionada a uma classe de carcinógenos quando os cientistas descobriram que a exposição às suas minúsculas partículas em suspensão aumenta o risco de câncer de pulmão de pessoas.

O que torna alguém vulnerável ao lúpus? Um estudo canadense (3) examinou várias maneiras de pessoas se exporem à sílica cristalina, muitas vezes um risco ocupacional, algumas com níveis mais elevados de exposição do que outros:

    • Trabalho em consultório ou laboratório odontológico

    • Cosméticos e outros produtos de beleza

    • Artistas que trabalham com tintas ou corantes

    • Artistas que produzem cerâmica

    • Fotógrafos que revelam filmes

    • Aplicações para unhas ou esmaltes

    • Solventes usados para limpar peças metálicas

Outro estudo, publicado pelo National Cancer Institute, mostrou que este mineral tóxico, principalmente a poeira de quartzo, é criado quando ferramentas de mão são usadas para cortar concreto ou tijolo. Respirar sílica contida em produtos de limpeza, areia sanitária para gatos, selantes, tinta e talco em pó também podem ser perigosos.

“A ligação mais forte entre o câncer de pulmão e a exposição à sílica cristalina respirável tem sido vista em estudos de pedreiros, trabalhadores de granito e trabalhadores envolvidos em cerâmica, tijolo refratário e certas indústrias de terra.” (4)

Quando as partículas são respiradas, elas podem penetrar profundamente nos pulmões, aumentando potencialmente o risco de câncer. Existem regulamentos e normas em vigor especificamente relacionadas com a exposição à sílica. (5)

O coautor do estudo da PLoS One, Jack Harkema, do Instituto de Toxicologia Integrativa na MSU, observou:

“As células do pulmão podem engolir a sílica, mas ao fazê-lo elas morrem, sendo mandado sinais para o sistema imunológico que algo está errado. O corpo, em seguida, produz uma resposta tão forte que o alvo se volta às células saudáveis.” (6)

É por isso que o estudo que mostra uma dramática recuperação através do ômega-3 é tão notável.

A importância das gorduras ômega-3, DHA e EPA

As melhores fontes de gorduras ômega-3 de origem animal (DHA e EPA) são fornecidas pelo óleo de krill e certos peixes de água fria. Estas gorduras são produzidas pelas algas que os peixes comem e armazenam em seus corpos.

A dieta americana é tristemente deficiente em gorduras saudáveis, incluindo EPA e DHA. Quantidades ótimas são importantes para a função saudável de neurotransmissores no cérebro, coração, ossos e níveis de insulina. Ingerir a quantidade certa pode até diminuir o risco de câncer.

Se você consome muita gordura ômega-6, um maior consumo de ômega-3 se torna necessário. Infelizmente, a maioria das pessoas nos EUA ingere 10 vezes mais ômega-6 (geralmente altamente processado) do que ômega-3.

O papel do DHA na prevenção do lúpus e outras doenças

Quando a equipe de estudo da MSU investigou as possibilidades do DHA ser capaz de proteger contra o lúpus e outros perigos da sílica cristalina, ela já estava consciente dos aspectos anti-inflamatórios das gorduras ômega-3. Na verdade, o DHA é um dos três principais tipos de ômega-3.

Camundongos fêmeas predispostas ao lúpus receberam uma entre quatro tipos de dietas, cada uma contendo diferentes porcentagens de DHA: ou 0,4%, ou 1,2%, ou 2,4% (equivalente à ingestão humana de 2, 6 ou 12 gramas de DHA diariamente, respectivamente), ou uma dieta de controle.

Após duas semanas, os quatro grupos foram expostos a 1mg de sílica cristalina por semana durante quatro semanas. A menor quantidade de DHA na dieta dos camundongos não mostrou efeito nas lesões pulmonares, mas de acordo com Harkema em um comunicado de imprensa da MSU: (7)

“Noventa e seis por cento das lesões pulmonares foram interrompidas com DHA depois de ser desencadeada pela sílica. Eu nunca vi uma resposta tão dramática de proteção pulmonar antes… Nosso próximo passo é descobrir exatamente o mecanismo”.

O autor líder do estudo, James Pestka, comentou que o estudo deixou claro que a ingestão de DHA pode prevenir ativadores do lúpus ambiental, suprimindo as vias de sinalização da doença.

Importante consumir peixes contendo DHA e obtidos a partir de uma fonte confiável e não poluída (baixo nível de contaminantes, por exemplo:

    • Sardinhas e anchovas.

    • Menhaden (8) (um tipo de arenque geralmente com baixo nível de contaminantes).

    • Salmão capturado no meio selvagem, por causa da contaminação das águas e porque o salmão de cativeiro contém baixo nível de ômega-3.

Enquanto que uma das melhores maneiras de obter ômega-3 é através do alimento (peixes, frutos do mar), pelo menos duas vezes por semana, tomar um suplemento pode trazer os benefícios de maneira prática e segura – certificando-se que ele contenha quantidades adequadas de EPA e DHA.

Traduzido por Essential Nutrition.

Artigo na íntegra e referências: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2016/10/17/omega-3s-for-lupus.aspx

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