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Como a Nutrição pode contribuir para redução dos processos inflamatórios

Fonte: Portal Nutri Saúde Nestlé

Sobre o tema

Na perspectiva de buscar estratégias preventivas para as doenças crônicas não transmissíveis, pesquisadores do mundo todo têm buscado um melhor entendimento acerca da capacidade dos alimentos em induzir ou reduzir processos inflamatórios1,2. Estes achados apoiam a hipótese de que os alimentos com propriedades pró-inflamatórias podem, ao menos em parte, contribuir para a associação entre dieta e doenças como a obesidade e o diabetes mellitus do tipo 2.

O que a ciência mostra

Recentemente, a relação entre alimentos e inflamação ganhou destaque em um artigo publicado em um dos mais importantes periódicos científicos da área de nutrição – o American Journal of Clinical Nutrition, o qual destacou um novo parâmetro para avaliação dietética: o índice inflamatório da dieta (IID). Proposto há alguns anos Cavicchia et al., o índice é derivado do peso inflamatório (PI) de determinados alimentos e nutrientes, dado esse proveniente de evidências que analisaram a circulação pós-prandial de marcadores pró-inflamatórios, tais como a proteína C reativa e as interleucinas. O PI de alguns nutrientes e alimentos encontra-se descrito na Tabela. Enquanto os componentes alimentares com PI positivo foram considerados pró-inflamatórios, os que apresentaram PI negativo foram enquadrados como anti-inflamatórios.

Tabela 1 – Peso inflamatório dos componentes alimentares.

Componente alimentar Peso inflamatório
Proteína (g/d) -0.050
Gordura total (g/d) 0.323
Ácido graxo saturado (g/dia) 0.250
Ácido graxo monoinsaturado (g/dia) 0.050
Ácido graxo trans (g/dia) 0.260
Ácido graxo ômega-3 (g/dia) -0.384
Ácido graxo ômega-6 (g/dia) 0.016
Colesterol (g/dia) 0.210
Fibra (g/dia) -0.520
Vitamina A (mcg/dia) -0.580
beta-caroteno (mcg/dia) -0.725
Vitamina C (mg/dia) -0.367
Vitamina D (mcg/dia) 0.342
Magnésio (mg/dia) -0.905
Chá (g/dia) -0.552

 

Adaptado de Woudenbergh et al1.

Segundo os autores da área, o consumo de nutrientes com efeito anti-inflamatório, como as fibras e a vitamina D3, estão associados ao menor risco de obesidade, resistência a insulina1e diabetes. Por outro lado, nutrientes com efeito pró-inflamatório, tais como os ácidos graxos saturados e trans, associam-se a um maior risco desses problemas. Nessa ótica, sugere-se que o controle do IID poderia ser uma forma de evitar o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis. Cabe ressaltar que, por se tratar de uma temática recente, mais pesquisas são necessárias para se verificar se IID está associado com baixo grau de inflamação em diferentes populações. Ademais, é necessária intensa investigação para se estabelecer se a inflamação de baixo grau pode realmente mediar a associação entre a dieta e o desenvolvimento de doenças e também é importante a determinação de quais quantidades exercem este efeito anti ou pró-inflamatório.

Em resumo

O entendimento sobre a capacidade dos alimentos em induzir ou reduzir processos inflamatórios têm sido alvo de pesquisas atuais. Nesse sentido, o índice inflamatório da dieta (IID) – baseado nos pesos inflamatórios alimentares determinados pela literatura – pode ser considerado um importante parâmetro para o estabelecimento da potencial do alimento/ nutriente na resposta inflamatória. Alguns nutrientes, como as fibras e a vitamina D, são considerados anti-inflamatórios, enquanto que ácidos graxos saturados e trans produzem efeitos pró-inflamatórios. No entanto, por se tratar de uma temática recente, mais pesquisas são necessárias para se estabelecer plenamente tais associações.

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