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Nutrição com base no DNA

Fonte: Segs

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A Genômica Nutricional é a novidade nas pesquisas recentes que atestam que, apesar da constituição genética ser fixa, a nutrição e o estilo de vida que influenciam a expressão dos genes são variáveis. Portanto, os nutricionistas são confrontados com a oportunidade de fazer recomendações nutricionais adaptadas ao perfil genético.

Depois do Projeto Genoma Humano em 2001 e os avanços nas tecnologias de estudo do DNA desenvolvidos de forma sem precedentes na última década e os consequentes avanços em técnicas de biologia molecular, não somente a medicina pode ser beneficiada, mas a nutrição também. A prescrição de uma dieta, hoje é muito mais específica do que ontem. Hoje, a ponta-de-lança tecnológica dos exames preventivos é a análise de variações em genes, que são regiões específicas do DNA que contém a informação necessária para a produção de proteínas, que são responsáveis pelo funcionamento correto e adequado de todas as células do corpo. Com o amadurecimento de uma ciência relativamente nova, a Genômica Nutricional, evidenciam-se os benefícios potenciais da personalização de prescrições nutricionais baseadas na genética.

“Cada indivíduo é único e suas características são determinadas pelo seu DNA, incluindo como o seu organismo vai metabolizar os alimentos. Nem sempre a restrição de calorias será suficiente para reduzir o peso ou a gordura corporal. A dieta, que é ótima para uma pessoa, geralmente não servirá para outra”, explica Michelle Vilhena, médica do Centro de Genomas®. Assim, a alimentação pode ser adaptada a nosso retrospecto genético e necessidades exclusivas (nutrigenética). Em contrapartida, nutrientes e compostos presentes nos alimentos podem modular a expressão dos genes alterados, e sua possível repercussão negativa na saúde pode ser reduzida, postergada ou mesmo prevenida (nutrigenômica).

O perfil nutrigenético descreve o mapeamento de algumas regiões específicas do DNA, que identifica alterações (polimorfismos) que interferem na maneira como o corpo responde às atitudes de cada um, incluindo a alimentação e padrão de exercícios, todas documentadas na literatura científica. O objetivo do teste é identificar fatores genéticos que influenciam o risco do surgimento de obesidade e outras doenças crônicas relacionadas à alimentação, como a dislipidemia, intolerâncias nutricionais etc. Conhecer o perfil genético proporciona a possibilidade de uma abordagem personalizada para reduzir e manter o peso ideal além de reduzir o risco de algumas doenças multifatoriais influenciadas pela predisposição genética.

Hoje, é cientificamente comprovado que a resposta do nosso organismo a um determinado nutriente ou dieta completa é influenciada pela constituição genética do indivíduo. O amadurecimento do conhecimento da interação gene-nutriente, evidencia os benefícios potenciais da personalização de prescrições nutricionais baseadas na genética. Atualmente, nutricionistas são confrontados com a oportunidade de fazer recomendações nutricionais geneticamente guiadas para a promoção da saúde.

Graças aos avanços no conhecimento científico da base genética molecular da obesidade, a comunidade científica começou a compreender melhor os mecanismos que regulam o peso corporal como a adipogênese (processo de formação de células de depósitos de gordura corporal), de ingestão alimentar como a termogênese (processo de gasto calórico), comportamento alimentar e lipólise (quebra dos depósitos de gordura). Apesar do recente sucesso na identificação de variantes de genes relacionados à obesidade, está bem estabelecido que as variantes sozinhas não causam a obesidade sem que o indivíduo a seja exposto a um ambiente obesogênico, ou seja, ingestão exagerada de alimentos, somado a uma vida sedentária.

A obesidade é uma doença multifatorial com contribuição evidente do ambiente, mas que revela um forte componente genético. Hoje é possível analisar 24 variantes genéticas que são capazes de avaliar a predisposição à obesidade relacionada a fatores nutricionais e de gasto energético, todas documentadas na literatura científica. Destina-se ao controle ou redução do peso por meio da detecção de SNPs que aumentam o risco de obesidade e afetam as necessidades nutricionais. “Nós medimos a possibilidade genética de se desenvolver um acúmulo de gordura corporal, não sendo o resultado genético uma sentença inevitável de obesidade. Como o peso é afetado por inúmeros fatores, é possível aperfeiçoar o seu potencial genômico, por meio de mudanças no estilo de vida, para evitar ou reverter a obesidade”, alerta Dra. Michele.

IDENTIFICANDO O INIMIGO
Hoje é possível realizar vários exames capazes de direcionar o médico na melhor forma de tratamento (em geral, o prazo de liberação do resultado é de até 40 dias úteis, mas ele costuma ocorrer em 20 dias). “Existem testes de nutrigenética, dermagenética, farmacogenética, oncofarmacogenética, cardiorisk etc. O importante, no entanto, é entender que a genética não é destino e que esses testes são preditivos, ou seja, ajudam a prever alguns processos. Assim, ao identificar a melhor dieta a ser seguida por cada indivíduo, nós podemos também reduzir o risco de doenças graças a mudanças no estilo de vida, baseadas na alimentação. Sem esquecer que, para resultados favoráveis, é fundamental a adesão às recomendações nutricionais propostas”, comenta a médica.

O teste é realizado a partir de amostras de saliva. O paciente deve procurar um médico ou nutricionista, que solicita o exame ao Centro de Genomas em São Paulo ou aos laboratórios parceiros em todo o país. O médico/nutricionista receberá um kit coleta, com um tubo coletor para saliva, e um líquido estabilizante de DNA. Após a coleta, esse material é direcionado para o laboratório em São Paulo, onde especialistas farão a extração do DNA das células presentes na saliva e depois a identificação de variações no DNA de paciente. O resultado é encaminhado para um nutricionista treinado que redigirá o laudo personalizado. Esse laudo é encaminhado para o paciente e para o médico/nutricionista, que poderá elaborar a dieta personalizada a partir dos resultados do teste e de exames adicionais de rotina.

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