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Agrotóxicos na Produção de Alimentos: Consequências e Alternativas

Fonte: UNESP

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A questão dos agrotóxicos, substâncias utilizadas em larga escala atualmente, demonstra-se um assunto de grande discussão quanto aos impactos que pode ocasionar não apenas à saúde humana, mas também ao meio ambiente. O Brasil é o país que mais se utiliza de tais substâncias, principalmente em níveis acima dos considerados seguros. Segundo nota de dezembro de 2011, quase um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Como principais utilizações na agricultura, têm-se: aplicação em cultivos para o controle de pragas (principalmente insetos); prevenir doenças causadas por micro-organismos; impedir o crescimento de outras plantas que não sejam as do cultivo (também consideradas pragas); assim, consequentemente, obter aumento de produtividade.

Porém, como decorrência da utilização dessas substâncias, existem consequências negativas, tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente em si. Dependendo da quantidade e/ou do tipo de agrotóxico presente nos alimentos, são bastante prejudiciais à saúde humana. Quanto ao quesito ambiental, a implicação está na contaminação de solos e águas, além de danos aos demais seres vivos (podendo levá-los inclusive à morte).

Existem casos em que um problema resulta em outro. A contaminação de peixes, por exemplo, pode implicar em complicações à saúde humana através da ingestão da carne, uma vez que alguns agrotóxicos permanecem no alimento mesmo após o cozimento, podendo ser prejudiciais.

Apesar do uso exagerado de agrotóxicos, existem alternativas que contribuem para a diminuição do consumo de alimentos com tais substâncias. A produção de alimentos orgânicos não faz uso de qualquer tipo de agrotóxico e pode ser feita no próprio lar, apenas com um pequeno espaço de terra. Apesar de ser simples, é uma considerável opção. Hortaliças (por exemplo, alface, couve, cheiro verde), variedades de legumes pequenos (como tomate, berinjela) e frutas (limão, laranja, acerola, por exemplo) podem ser cultivadas com bastante facilidade.

Os agrotóxicos são utilizados em maior quantidade quando se cultivam variedades de plantas que não são adaptadas ao clima, solo ou outras condições locais ou quando se faz uma plantação de uma só espécie (a chamada monocultura, que é praticada em larga escala nos dias atuais). Contrapondo-se a essa visão, a agroecologia, um meio ecologicamente correto e viável de se manejar e cultivar as plantas, apresenta técnicas e propostas de produção de alimentos que visam a romper com a visão atual que se tem na agricultura do Brasil (baseada na Revolução Verde).

O cuidado com o solo, o planejamento de cultivo (visando os conhecimentos ecológicos sobre sucessão de espécies), o plantio de variedades nativas, o uso de interação entre espécies (policultura) estão entre as técnicas utilizadas no modelo agroecológico de produção. Assim, as plantas se desenvolvem melhor no ambiente de cultivo, ao contrário de plantas não nativas em monoculturas, que requerem maior quantidade de agrotóxicos por não estarem fortemente adaptadas às condições ambientais.

O uso de agroquímicos tem suas justificativas e contrapontos: é uma questão complexa que abrange tanto o âmbito agrícola na economia quanto a questão dos riscos ambientais e à saúde humana. As alternativas a esse modelo de agricultura existem e são aplicadas no Brasil e no mundo. Resta saber até onde elas podem suprir a produção de alimentos com base na agricultura moderna e como lidar com os problemas gerados pelo uso desenfreado de agrotóxicos.

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