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Histórico e benefícios da chia

Fonte: Portal Nestlé Nutri Saúde

Imagem Ilustrativa

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Novo destaque no mercado de produtos naturais, a chia ainda precisa ter seus possíveis benefícios nutricionais comprovados.

Mais um produto com valor nutricional diferenciado e supostos benefícios à saúde ganhou, recentemente, as prateleiras de farmácias e lojas especializadas do mundo todo. Ao lado da linhaça e do óleo de coco, uma semente denominada chia (Salvia hispanica L) tem sido alvo de promessas que incluem um melhor controle nos níveis de glicose e do colesterol, além de uma possível contribuição na perda de peso.

A chia é uma planta cuja semente está presente na dieta dos povos do México, Colômbia e Guatemala desde os tempos pré-colombianos1. Do ponto de vista nutricional, a semente de chia possui uma boa quantidade de fibras (47,1 a 59,8%), proteínas (19 a 26,5%) e gorduras (teores variando entre 25 a 34%)2. Com relação a esse macronutriente, apresenta um alto teor de ácidos graxos poli-insaturados do tipo alfa-linolênico (ALA)3.

Devido ao apreciado teor de gorduras em sua composição, a semente tem sido alvo de estudos da área de tecnologia de alimentos, que têm demonstrado que seu consumo por animais pode levar a uma produção de carnes e ovos com perfil lipídico mais saudável (menor teor de gorduras saturadas e maior teor de ácidos graxos poli-insaturados)3-5.

Em humanos, Vukson et al.6 avaliaram o efeito da ingestão de pães com chia nos níveis glicêmicos de 11 indivíduos saudáveis. De forma randomizada e duplo-cega, os voluntários receberam pães contendo 0, 7, 15 ou 24 g de chia. Após duas horas da ingestão do alimento, foi observado, em todos os três níveis, uma diminuição importante (p=0,002) da glicemia pós-prandial. Menores níveis foram observados conforme progressão do teor de chia nos pães. As taxas de apetite avaliadas de forma subjetiva após 60, 90 e 120 minutos também diminuíram de forma significativa em todos os tratamentos (p<0,05).

Este mesmo grupo de pesquisadores avaliou o efeito da chia em pacientes diagnosticados com diabetes mellitus II. O estudo duplo-cego e randomizado avaliou o efeito do consumo de 37 (+ 4) gramas de chia durante 12 semanas em 20 voluntários, em comparação à suplementação com farelo de trigo. No grupo que recebeu a chia, foi observada uma redução significante dos níveis pressóricos, proteína C-reativa e hemoglobina glicada (p<0,01). Parâmetros como saciedade e peso corporal não apresentaram alterações significativas7.

Nieman et al.8 realizaram um estudo duplo-cego, no qual 76 participantes com sobrepeso ou obesidade foram randomizados para receber 50 gramas de semente de chia por dia ou placebo. Ao final de 12 semanas, apesar do aumento da ingestão de ALA (8,8 g por dia), que foi proporcionado pela ingestão da semente de chia, não foram identificadas diferenças significativas na composição corporal (peso e percentual de gordura), marcadores inflamatórios (interleucina-6 e TNF-alfa), glicemia, níveis pressóricos e no perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos).

Uma revisão bibliográfica sobre a semente de chia concluiu que não existe, até o momento, indicação de seu consumo para a prevenção ou tratamento das doenças cardiovasculares, bem como para a perda de peso. Ainda segundo a publicação, o uso histórico da semente de chia sugere que o alimento é seguro para consumo por indivíduos não-alérgicos9. Sendo assim, é preciso aguardar o resultados de novos estudos sobre os benefícios nutricionais da semente, mas ela pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, principalmente considerando sua composição nutricional, com alto teor de fibras e gorduras insaturadas.

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